domingo, 17 de fevereiro de 2008

Boa semana meninas!!!...



O RIO DA VIDA

O rio da vida passa,
ele não para suas águas nunca,
vai arrastando tudo o que é frágil,
rega tudo que é vivente,
molha tudo o que é seco...

O rio da vida passa
e faz o trajeto sempre na mesma direção,
fazendo suas curvas,
caindo em cachoeiras,
batendo em pedras,
nada o faz parar,
ele segue seu destino e não espera o tempo...

Ele pode transformar-se em águas cristalinas
mas pode também ser tão imundo
a ponto de exalar seu forte cheiro
aos que passam por ele...

O rio da vida é cheio de surpresas,
ninguém sabe o que nele haverá
de se encontrar...
Podemos encontrar uma flor,
mas em suas águas devastadoras
podemos também ser ferido com espinhos...
Somos parte desse rio da vida,
temos dentro de nós
a sua fortaleza e também a sua fragilidade...
Estamos nessa correnteza sempre,
encontramos as mesmas pedras
e as mesmas quedas d'água...
Somos levados também numa direção incerta,
e não temos a espera do tempo,
seguimos nesse rio até o nosso fim...

O rio da vida é a nossa própria existência,
e corremos em busca dos encontros
que nem sempre são agradáveis,
mas que também não precisam ser dolorosos...

Melhor que saibamos nadar no ritmo certo,
que aprendamos a tolerar as quedas,
que suportemos as baixas
e os odores desagradáveis...

Estamos todos no RIO DA VIDA...
Nadando,
escorregando,
nascendo,
sobrevivendo,
aprendendo a cada dia uma nova lição...

Sejamos águas cristalinas,
sejamos fonte de vida,
sejamos um rio forte e grande
que não envergonhemos ao sermos mostrados...

O rio da vida não pára...
estejamos atentos ao seu curso,
e não deixemos
que a correnteza nos enfraqueça
ou nos afogue...
Vilma Galvão




As Rosas não Falam

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim.

(Cartola)



Sol Hoffmann